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A curiosidade matou o gato

De maneira semelhante a aplicativos que fizeram sucesso entre 2008 e 2009, como o Ask e o Formspring, em 2016 foi criado o Curious Cat. Ele se popularizou principalmente no Twitter, sendo usado para enviar aos seus amigos perguntas e confissões anônimas ou não.

Além da ferramenta principal de envio de perguntas e comentários, conta com um chat, por onde é possível se comunicar com os contatos. A rede segue fazendo sucesso entre os usuários do Twitter, dois anos depois de sua criação.

Mas na manhã desta quarta-feira (11), uma mensagem ao final da página do aplicativo chamou a atenção de seus usuários: “estamos felizes em anunciar que fomos adquiridos pela Vonvon.Inc. Mais detalhes em breve!”

Acontece é que a Vonvon.Inc é a empresa que desenvolve aqueles testes para o Facebook que adoramos fazer. Mas qual o problema?

Estes testes aparentemente inofensivos que despertam tanto a nossa curiosidade, como “quem é sua alma-gêmea”, “qual será a aparência do seu filho”, entre outros, armazenam dados pessoais a partir do seu perfil do Facebook (ou de outra rede social com a qual você tente se conectar), e não há um filtro. Não existe uma maneira de saber quantos e quais dados estão sendo compartilhados e com que propósito.

Muitas empresas, inclusive, utilizam estes aplicativos como ferramenta para coletar dados. Veja bem: foi exatamente isso o que aconteceu no caso da Cambridge Analytica.

O Facebook promete manter suas informações protegidas no instante em que você concorda em cedê-las para descobrir com que celebridade você se parece, mas, diante dos fatos, está cada vez mais difícil confiar que estes não serão utilizados com fins duvidosos, exatamente como foi com a CA, em que os dados foram cedidos para favorecer a campanha do então candidato à presidência dos EUA, Donald Trump.

Portanto, a compra do Curious Cat pela Vonvon.Inc representa para os fãs do aplicativo o mesmo risco que qualquer teste do Facebook representa para os usuários do mesmo.

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